quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

I Encontro da Juventude Claretiana na Paroquia Nossa Senhora da Luz em Clevelândia

Entre os dias 15 e 16 de fevereiro, ocorreu o I Encontro de Jovens das Paroquias Irmãs na região sul na cidade de Clevelândia intitulado “Ide ao Mundo” que contou com a presença das paroquias de Londrina e Araçatuba junto com o animador do Setor Juventude. O encontro teve a participação de 80 jovens da região, como objetivo de iniciar um trabalho juvenil, com a instalação do grupo de jovens na paroquia e um animo a Juventude local.
O encontro foi planejado para ocorrer em dois dias sendo a primeira parte dedicada a aprofundar a figura de Santo Antônio Maria Claret que já havia sido trabalhado pela comunidade local nos jovens e tendo como via de condução a espiritualidade da Fragua proposta pelo nosso fundador. A segunda parte utilizou temas transversais e inerentes a juventude, a saber; Como estou vivendo a minha vida? O amor de Deus para comigo e a Configuração com Jesus Cristo. E um diferencial neste encontro é que toda a responsabilidade do evento no que tange a formação fora assumida pela Paroquia Coração de Maria de Londrina, sendo uma resposta a todos nós, de como o jovem pode ser protagonista, se obtiver incentivo e auxilio da comunidade local.
Desde já o Setor Juventude agradece o convite para participar deste intenso momento na vida da paroquia Nossa Senhora da Luz de Clevelândia, o apoio oferecido aos jovens da comunidade de Londrina e a presença da comunidade de Araçatuba no evento marcante. Que Deus esteja oferecendo a todos os envolvidos muitas graças por este incendiar inicial com a juventude...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO: CREMOS NUM OUTRO MUNDO POSSÍVEL

               
No fim do mês janeiro e início de fevereiro estive em Barcelona e Vic, ciudades espanholas, participando de reuniões com misisonários claretianos dos cinco continentes e representantes da Congregação Claretiana de Roma e que trabalham na ONU, Organização das Nações Unidas em Nova York, para tratar de temas ligados à JPIC, em torno de projetos humanitários e sociais em regiões pobres, abandonadas, complexas e de conflito. Grupos católicos e de outras igrejas e confissões articulam variados projetos sociais em varias regiões do mundo. Os Missionários Claretianos também, articulamos e executamos vários projetos nos cinco continentes.
Nós, que trabalhamos na América, propusemos várias prioridades de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC) em nosso continente. Creio que elas podem iluminar a muitos cristãos e pessoas de boa vontade na busca de soluções para problemas que afligem a vida e a dignidade de milhões de pessoas.
1.       Nossa sensibilização permanente sobre o tema e a de nossos irmãos e suas comunidades em todo o continente.
2.       Conhecimento, apropriação, divulgação e defesa dos Direitos Humanos e Direitos dos Povos.
3.       Atenção e compromisso em referência à mobilidade humana, especialmente em relação à migração e deslocamentos populacionais.
4.       Acompanhamento das comunidades na defesa do território e denúncia dos projetos extrativos.
5.       Recuperação teórica e vivencial da teologia, da espiritualidade e da pastoral libertadora como obsessão pelo Reino, em nosso compromisso claretiano na JPIC.
6.       Uma  educação e formação inicial inserida, popular e missionária.
7.       Uma defesa do meio ambiente comprometida frente ao desenvolvimento das mineradoras e o agro-negócio  selvagens e a defesa do ambiente e os territórios dos grupos em risco de extinção como as minorías.
8.       Ações concretas com migrantes e afetados pela problemática da mobilidade humana: tráfico de pessoas e de órgãos, deslocamentos e migração por causa da violência e a situação sócio-econômica.   
9.       Visão intercultural do tema, que leve a uma opção pelas etnias em risco de extinção, ameaça de seus territórios e a perda de sua cultura.
10.    Problemática urbana, que implica uma opção pelos sem teto, pessoas em situação de rua, dependentes químicos, pessoas em situação de solidão e crise existencial.

Propomos também, várias linhas de ação, tendo presente o critério do mais urgente, oportuno e eficaz:
-passar a processos de promoção humana e ambiental;
-estabelecer mecanismos de formação continuada e popular, particularmente em missões onde se afrontam situação e realidades de injustiça;
-informar-se, estudar e discernir as ações pertinentes em torno a estes temas cruciais: interculturalidade, conciência política, violência, recursos naturais, migração e desplazamiento-deslocamentos, economia e pobreza, direitos humanos, liberdade de expressão, violência de gênero, infância e adolescência, educação, drogas, vida, saúde, militarização, insegurança, família, desemprego, crime organizado e compromisso missionário;
-unir-se, apoiar e participar em grupos, instituições e processos de defesa dos direitos humanos e ambientais.
O mundo contemporâneo tem conseguido muitas conquistas positivas, mas ainda precisa de novos paradigmas e propostas para superar a situação de miséria material e existencial que aflige milhões de vidas e o meio ambiente. Precisamos nos unir para articular novos projetos de vida digna e sustentável. Deus abençoe, ilumine e proteja a todos que acreditam e lutam por um mundo melhor, mais humano e mais divino.

Pe. Ronaldo Mazula, cmf

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Formação integral e permanente é proposta pela Comissão para a Juventude

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A formação integral e permanente, por meio da articulação da Rede de Institutos de Juventude e demais experiências, como também a aproximação da Pastoral Juvenil à Catequese são pontos destacados na carta aos párocos e responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil. O texto é assinado pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, que mensalmente tem se comunicado com as lideranças.

O bispo recordou que este é o momento de parabenizar os jovens pelos trabalhos que estão desempenhando na missão da Igreja. “Neste processo, os jovens não são considerados somente destinatários de nossa missão, mas sujeitos capazes de entenderem e contribuírem com a própria formação”.
Confira a íntegra do texto:
Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil

“O menino foi crescendo, ficando forte e cheio de sabedoria.
E a graça de Deus estava com ele” (Lc 2, 40)
Uma juventude bem motivada, não para! Nessas férias muitas expressões juvenis reservaram um pouco de seu tempo para retiros, encontros, evangelização nas praias, experiências missionárias, formação; as Pastorais da Juventude realizaram seus Congressos, Assembleia, Ampliada. É a vida que continua; é a força da missão que as empolga e as convida para uma formação permanente em vista de uma atuação cada vez mais adequada aos novos tempos. Como adultos responsáveis pela juventude, não podemos deixar de parabenizar estes jovens, reconhecendo-lhes sua beleza, significatividade e singularidade na missão da Igreja na história!

Como já foi mencionado na Carta anterior, o Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, acontecido em dezembro, retomou as 8 Linhas de Ação do Documento 85. A partir delas, foram destacadas, então, aquelas principais Pistas de Ação que necessitam ser potencializadas pelas expressões juvenis (Congregações Religiosas, Novas Comunidades, Movimentos, Pastorais da Juventude) e pelas instâncias eclesiais (comunidades, paróquias, dioceses, regionais).
Seis expressões juvenis e Regionais da CNBB presentes no Encontro assumiram a 1ª. Linha de Ação, que aborda a questão da FORMAÇÃO INTEGRAL, como uma de suas duas prioridades para os próximos anos. As duas PISTAS DE AÇÃO referentes a esta Linha, ficaram assim redigidas:

1º. INVESTIR na Formação Integral permanente,
articulando a Rede de Institutos de Juventude e demais experiências.
2º. Aproximar e ligar a Pastoral Juvenil à CATEQUESE,
em vista da Formação Integral.

Em síntese, esses dois pontos nos convocam ao “investimento” na proposta pedagógica de uma formação que seja integral e à atenção para que ela esteja presente na “Catequese” oferecida aos nossos adolescentes e jovens. Eles têm direito de receber de nossos ambientes e projetos, elementos que os ajudem em sua vida global e não somente em um dos aspectos dela. Bem nos recordou o Documento 85, n. 96 e 97: “O conceito de formação integral é importante para considerar o jovem como um todo, evitando assim reducionismos que distorcem a proposta de educação na fé, reduzindo-a a uma proposta psicologizante, espiritualista ou politizante. [...] Quem trabalha na formação de jovens necessita estar atento às cinco dimensões: psico-afetiva, psicossocial, mística, sócio-político-ecológica e capacitação”.

Não estaríamos exagerando ao afirmar que, se nosso acompanhamento aos jovens fosse sempre adequado a todas as suas dimensões e houvesse harmonia entre elas, tudo o mais estaria praticamente resolvido. Muita coisa já se faz, mas ainda há muito chão. Eis abaixo algumas sugestões para se colocar em prática o princípio da Formação Integral, colhidas de nossos documentos, orientações eclesiais, partilhas realizadas no Encontro de dezembro, subsídios formativos, experiências de evangelização:

1. Conhecer (ler, estudar, debater) mais profundamente o que vem a ser a “Formação Integral” com suas várias dimensões;
2. Averiguar quais dimensões da “Formação Integral” estão menos contempladas nos projetos e subsídios juvenis e ver como suprir esta carência;
3. Conversar com os responsáveis pela Catequese e insistir na implantação do Processo de Iniciação à Vida Cristã, cujo conteúdo programático e dinâmica propõem falar de maneira mais clara e provocante à vida das novas gerações em suas diversas relações: consigo, com o outro, com Deus, com a Igreja, com a Sociedade, com o Mundo;
4. Analisar se os temas “vocação” e “afetividade” vêm sendo realmente explorados na sua beleza e profundidade junto aos adolescentes e jovens, principalmente na catequese e nos grupos juvenis, e buscar formas atraentes de envolvê-los nestes assuntos contribuindo, assim, com a maturidade das relações e das opções de vida;
5. Favorecer-lhes materiais, orientações e ocasiões que contribuam concretamente para a elaboração do Projeto Pessoal de Vida, a partir das dimensões da Formação Integral;
6. Fazer um levantamento e usufruir de materiais e cursos disponíveis, oferecidos por organizações como Institutos de Juventude e Congregações Religiosas, que, sintonizadas com a realidade juvenil atual e as orientações da Igreja, possam contribuir com o amadurecimento das dimensões da Formação Integral;
7. Investir em Escolas Jovens e Cursos de Liderança que trabalhem as dimensões da Formação Integral;
8. Utilizar das redes sociais para iluminar, aprofundar e questionar os jovens que vivem neste universo midiático auxiliando-os na compreensão, acolhida e desenvolvimento das várias dimensões de sua vida;
9. Favorecer reflexões bíblicas, principalmente passagens da vida de Jesus Cristo, que possam iluminar os jovens na sua busca de felicidade, de prazer em viver, de servir;
10. Cuidar para que a Formação Integral seja regada tanto de aprofundamento teórico quanto de experiência prática, que toquem à vida;

Em síntese, a orientação sobre a “Formação Integral” diz respeito a todos os ambientes e projetos eclesiais que se propõem à educação e à evangelização dos adolescentes e jovens. No fundo, todos nós deveríamos nos comprometer em avaliar nossas estruturas e propostas formativas, revitalizando-as para que sejam capazes de acolher e responder a todas as dimensões da vida desta parcela da sociedade que Deus nos confia para amar e servir, em vista de seu Reino.

Neste processo, os jovens não são considerados somente destinatários de nossa missão, mas sujeitos capazes de entenderem e contribuírem com a própria formação. Jesus, que “crescia, ficando forte e cheio de sabedoria” nos pede que oportunizemos condições de Formação Integral aos seus jovens discípulos missionários que estão sob nossos cuidados.

Maria, que contando com a graça divina acompanhou Jesus em todos os seus passos, nos auxilie nesta missão de educadores e evangelizadores das novas gerações que passeiam pelos nossos ambientes, olhos, mãos e corações.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva
Presidente da Comissão Episcopal
Pastoral para a Juventude da CNBB

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014


 
Libanio: amor apaixonado

Na noite desse 31/01/2014, aconteceu, no auditório da FAJE, o Ofício da Noite, na vigília junto ao corpo do Pe. Libanio e, em seguida, um longo, emocionado e belo “Testemunho dos Amigos”, desde companheiros jesuítas de longa data, como o Pe. MacDowell, até pessoas anônimas da comunidade. Mensagens vindas de outras cidades e países também foram lidas. O jornalista Chico Pinheiro enviou belíssimo depoimento http://www.ihu.unisinos.br/noticias/527834-joao-batista-libanio-1933-2014-homenagem-de-chico-pinheiro - sobre o papel do Libanio na formação da juventude da sua geração, aqui em BH. A presidente Dilma, que também conheceu Libanio, na sua juventude, também mandou uma mensagem à família. Coube a um primo do Libanio falar em nome da família. Um primo mais que especial: Frei Betto. Contou que, para os familiares, Libanio era o João, o tio João de muitos sobrinhos.
Frei Betto disse que não gostava da palavra ‘morte’. Ela não dá conta de expressar a realidade que se manifesta quando a vida parece ter chegado ao fim. Parece... Ele usou a expressão transvivamento, passar para outra dimensão da vida.
Gosto, também do que disse Guimarães Rosa: “A gente não morre, fica encantado”.
Nada mais adequado ao Libanio, ou ao tio João, que nos encantou a todos e a tantos, ao longo da vida.
Diante do caixão, fiquei pensando: cheguei a uma idade em que, quando me dizem que alguém morreu, por exemplo, com 75 anos, respondo na hora: novo, não? Tem sido assim de uns tempos pra cá; tenho achado que todo mundo está morrendo novo demais. Taí outra expressão perfeita para o Libanio: morreu novo demais, na juventude dos seus 81 anos.
Depois, fiquei ouvindo os depoimentos, as conversas entre as pessoas, mergulhando nesse clima que vai se estabelecendo quando o velório adentra as horas da noite, da madrugada.
É engraçado, até quando morre um canalha (e canalhas morrem apesar de alguns, talvez por terem vestido o fardão da Academia, se julgarem imortais), as pessoas no velório naturalmente dirigem a conversa na direção de buscar a bondade possível que ficou daquela vida. É compreensível.
Aprendi com o Libanio que Deus, que É amor, criou a cada um de nós POR amor e PARA o amor.  O amor é nosso berço, caminho e destino. É o que dá sentido à nossa existência. Então, é natural que, ao fim de uma vida, se busque justificar com a lembrança da bondade exercitada pelo falecido, o sentido dessa vida, agora, pronta para a plenitude.
A bondade original do Libanio, na memória agradecida de tantos, fluía, transbordava das conversas, assim como a Criação transborda, todos os dias, do coração de um Deus que é amor e se derrama por inteiro nas suas criaturas.
Em Jesus, Libanio aprendeu, viveu e ensinou, Deus se revela definitivamente e amorosamente, ‘apaixonado’. Nele, o amor diviniza a humanidade e a paixão humaniza a divindade. E se somos ‘imagem e semelhança deste Deus’, não amamos e nos apaixonamos por altruísmo, porque é poético, romântico e prazeroso. Amamos e nos apaixonamos porque somos divinos e humanos.
            Tudo o que fazemos e vivemos, das escolhas mais fundamentais ao mais banal dos gestos cotidianos, traz consigo a possibilidade amorosa e apaixonada. É nossa vocação. Fazer escolhas, abraçar ideais, por amor e com paixão. É da nossa gênese. Está no nosso DNA espiritual e eterno.
            Libanio foi uma pessoa assim, amorosa. Pessoas assim são naturalmente apaixonantes. Elas contagiam e atraem tudo em si e à sua volta. São pessoas “amáveis” e, acrescento, “apaixonáveis”. É impossível não amá-las, não querer estar ao lado delas, a não ser que o egoísmo tenha bloqueado todas as nossas sinapses afetivas.
            Elas sinalizam a verdade da síntese que Jesus fez dos mandamentos: “amar a Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento e com toda a sua força, e ao próximo como a si mesmo” (Marcos 12, 30).
            Pronto, taí a definição do amor apaixonado que Libanio viveu e compartilhou. Amou com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento e com toda a sua força. Amou com toda a sua alegria e liberdade. Amou com seu corpo e seus sentidos. Entregou-se inteiro e apaixonadamente ao amor, Partilhando o SER e o TER, em tudo, amando e servindo, como rezou e viveu seu pai Inácio.
            Aprendi com o Libanio; é assim que Deus é.
            É assim que Ele nos convida a ser. 

Eduardo Machado

01/02/2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cineminha do Grupo de jovens Sagrado Coração de Maria


No último dia 25 de janeiro de 2014 (Sábado), o grupo de jovens Sagrado Coração de Maria reuniu-se na casa da companheira Francielli Nattan, para assistir o filme Um Deus Proibido. O objetivo foi realizar um encontro com entretenimento e ao mesmo tempo refletirmos sobre a , a partir da ousada capacidade de testemunho da fé dos 51 mártires claretianos de Barbastro na Espanha. Num clima descontraído começamos a sessão do Cineminha às 19h30min - comendo bastantes pipocas - e encerramos às 22h00min. O exemplo de fé dos 51 mártires que morreram por fidelidade e amor a Jesus Cristo mexeu com os jovens emocionando-os, levando-os a olhar para dentro de seus corações reconhecendo:
·         O tamanho da fé de cada membro do grupo
·         O que essa fé nos leva a realizarmos em nome de Jesus Cristo
·         Precisamos nos doar ao serviço do evangelho de Jesus Cristo, mesmo que no martírio
Esse filme fez muito bem ao grupo de jovens Sagrado Coração de Maria. Nós pudemos amadurecer um pouco mais na fé buscando dessa forma o fortalecimento interno do nosso grupo que tem carisma da PJ (Pastoral da Juventude), Claretiano e integra os 11 Grupos da Paróquia Claretiana São Miguel Arcanjo.
Por isso recomendamos que os jovens assistam o filme da Congregação Claretiana para façam essa experiência em seus grupos da igreja ou grupos de amigos.

Alex dos Santos – Secretário-tesoureiro do grupo Sagrado Coração de Maria

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro"
Texto completo da mensagem do Papa Francisco para a XLVIII Jornada Mundial das Comunicações Sociais, que acontecerá domingo, 1 de junho de 2014

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.

No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correcta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído.

Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimónio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.

Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade».

Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.

Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais.

Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efectiva e afectivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.

O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (Bento XVIMensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas.

Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.



Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.
Fonte: Vaticano

domingo, 19 de janeiro de 2014

QUARTO DIA DO III ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE CLARETIANA

No quarto e ultimo dia do Encontro Nacional da Juventude estivemos apos a oração da manhã realizando um período de lazer, na qual contamos com a presença de jovens da paroquia, dos grupos juvenis que possuem, a saber: SAEC (Somos Adolescentes ao Encontro de Cristo) e JACIM (Jovens Adolescentes no Coração Imaculado de Maria). O almoço que foi momento de compartilhar a vida, a alegria e felicidade do encontro.
As 14h estivemos nos reunindo para a formação das pastas que compõe o Conselho da Juventude que são, Missão, Formação, Subsídios, Comunicação, Econômica e Secretária, na qual cada conselheiro presente esteve fazendo uma apresentação daquilo que foi o pensamento de três anos atrás, com as seis propostas ou linhas de ação. Ao final Pe. Fernando Henrique esteve informando algumas propostas que o Conselho da Juventude (COJU) firmou para o ano de 2014, que seguem abaixo
  • ·        Continuar em modo de formação a Espiritualidade da Fragua
  • ·        Iniciar uma formação sobre o tema JPIC e realização de uma Ação Social
  •      Assessorar a criação de dois novos grupos (

    Clevelândia e Araçatuba)
  •       Colaboração econômica de cada grupo de jovem no valor de R$ 1,00 mensal.
  •       Encontros regionais

o   Centro Oeste = 8 a 11 de janeiro
o   Sul = 15 e 16 de Fevereiro
o   Sudeste = 20 e 21 de Setembro
o   Norte = 18 a 30 de Outubro
  •      Semana Santa na experiência da Espiritualidade (visando o envio de textos reflexivos sobre o assunto aos grupos de jovens)
  • ·      Retiro da Juventude Claretiana entre os dias 15 a 17 de Agosto (Taguatinga)
  • ·      Juventude Solidária = 24 de Outubro (tema e ação a definir)
  • ·    Peregrinação da Juventude Claretiana no dia 16 de Julho de 2015 ao Santuário Nossa Senhora Aparecida



Após a apresentação das pastas, as atividades e cronogramas para o ano de 2014 a juventude se preparou para a missa no Santuário Nossa Senhora do Perpetuo Socorro e com o Oficio Divino da Juventude encerramos os trabalhos deste ágape do encontro da Juventude com seu Deus!   

Desde já o Setor Juventude agradece a todos que colaboraram de forma direta ou indireta para que este momento estivesse acontecendo com os jovens. E pedimos as orações para que continuemos a desempenhar este papel de luzes na vida de nossa juventude... 

Pe. Fernando Henrique Alves, CMF
Animador do Setor Juventude
Missionários Claretianos do Brasil